quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Pardal
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Provocantes da pintura
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Agora.Ponto
terça-feira, 23 de setembro de 2008
NÓ
Desaparecem nesse local constantemente moeda, palitos de fósforos, bitucas de cigarros, comida (arroz, milho-verde, feijão, macarrão, todos secos), era uma bagunça de coisinhas pequeninas nesse apertume escondido. O que não se achava podia ter certeza, era ali encontrado após meses de procura, isso acontecia geralmente nas limpezas detalhadas que se sucediam em datas pontuais, e não com tanta freqüência dentro da casa.
Uma pontinha de linha de repente apareceu, e se fez presente entre as rachaduras do couro do sofá. Senti vontade de puxar e ela veio generosa em minha mão, puxei mais uma vez e ela correu deliciosamente pelo meio do pequeno espaço apertado. Puxei mais vezes e ela se fez dançar, percebi que há uma distancia próxima se fazia um barulho de um objeto familiar. Fui procurar, e encontrei debaixo do sofá, um carretel de linha, que se estendia, passando por entre á fresta indo parar no chão.
Fiz o movimento contrário, puxei agora pelo carretel todo o restante de linha que eu tinha puxado lá em cima, eu estava deitado no chão, e me senti dono daquele carretel, mas ele veio pouco até eu sentir um puxão, algo impedindo o seu deslize. Movimentação, sensação e ação bem diferente, puxar a linha para sentir o carretel e agora o carretel para sentir a linha.
Tentei mais uma vez, mas algo prendia e impedia seu deslize. As tentativas foram várias e senti algo que não deixava ela se soltar e estar livre, ou, enrolada mais uma vez ao entorno do carretel. A investigação durou alguns minutos até eu perceber que entre as linhas da costura da fresta do sofá, estava um nó da própria linha que se embolou, não sei como, mas que não possibilitava a sua passagem.
Arrebentar foi o pensamento, mas como eu queria que toda ela estivesse junta mais uma vez? Eu me senti semelhante, pedaço de mim não pode estar distante de mim, mesmo estando tão perto. Arrebentar não seria assim a melhor idéia, e depois tentar unir novamente não seria também o mais correto. Não queria separar aquilo que não fui eu que uni.
Investi mais uma vez e ai pensei, naquele nó, como ele pode ter formado ali?
Será que alguém o colocou naquele lugar?
Como isso poderia ter acontecido?
Não tem e não precisa ter explicação, os nós se formam e para desatarmos precisamos da paciência e do tempo. Ele era presente e eu estava impaciente.
Levantei-me e agora por cima, afastei as duas partes do couro, e com ajuda das mãos, pude afastar as linhas da costura, empurrando para baixo o pequeno nó, até vê-lo livre impedindo o movimento do resto. Ela voltou para todo o entorno do carretel, e fez parte durante algum tempo da ornamentação da prateleira do meu quarto.
Hoje toda essa linha com nó e tudo está na roupa de um boneco que costurei, dei uma funcionalidade para aquele enrrosquinho, da linha da costura que contribuiu na formação dessa pequenina roupa.
Hoje esse carretel está na caixinha de costura fazendo companhia com agulhas, dedal tesouras e coisinhas de coser, sobre á maquina de costura e pedaços de retalhos dos tecidos no cômodo da casa que fora destinado á isso.
domingo, 7 de setembro de 2008
Canto para Janaína
O sobrado de mamãe é debaixo d’água
Debaixo d’água por cima da areia
Tem ouro, tem prata
Tem diamante que nos alumeia
Dona do raio e do vento

O raio de Iansã sou eu,
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Ainda
Que tudo é certo e perfeito.
Minha cabeça inocente de menino sonhador divaga na esperança de estar vivendo sonhos encontrados em contos de fada e nas músicas ditas " românticas" de nossos dias. Sofro ainda com o ponteiro do relógio, e com as circunstância do tempo, na leveza da fumaça e na divagação após alguns copos de cerveja.
Ainda como nunca esperei, espero a concretização do desejo, enquanto vivo a nostalgia melancólica que me alimenta nos dias e cotidianos dessa minha vida, como uma doçura de beijar os lábios sonhados e tocar as costas, sempre viradas á mim. Espero apanhar o vento e beber a chuva que cai de muito longe direto, dentro da minha boca, num momento de tempestade, numa estrada ensolarada e com vento fresco de final de tarde.
Ainda estou aqui e nada.
Ainda percebo suas palavras e me decepciono com a falta de compromisso que tenho comigo.
Eu corro e ainda você está parado.
Corre dentro de mim o amargo desejo de viver só e a ilusão do esperado.
Estou só, apenas com minhas linhas, que não me levam á nada, apenas linhas que formam, desenho na minha frente e criam movimentos belos que me levam ao sorriso.
Vou entrar num desenho e me alimentar com os restos do grafite que ficam sobre o papel.
Ao menos terei o alimento para viver, e estarei na beleza de viver á magia.
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Vadiagem urbana
Os dois:homem, mulher.
Ela faxineira, ele porteiro.
- ambos levam horas conversando, matando tempo e enrolando o trabalho. Levam uma manhã inteira para varrer o quintal, "suposto quintal", sujo pela beleza da natureza, as folhas,galhos e flores. Pacotes de pipoca torrada doce cor-de-rosa,e copos brancos descatáveis. A cada alguns lances de vassouras, ora um , ora outro, param para a deliciosa conversa matutina, muito tempo passaram distantes,e a conversa é longa e duradoura,( tempo estados longe um do outro, das 18:00 hs do dia anterior ás 08:00 desse dia) apenas 14 horas, o tempo para dormir e acordar, da distância das demoradas esperas de seus ônibus coletivo.
Algo curioso:
É como as paredes tivessem imãs para puxá-los e agarrálos durante algum tempo,até soltá-los e voltarem á rotina das lançadas das vassouras pelo chão.Assim passam-se á manhã toda durantes alguns dias.
No final do expediente:
Cumpriram toda a meta, e a diretoria lançam-lhes elogios e condecorações, ganham destaque no mural da instituição pelo bom desempenho realizado, e um dia de folga, ' funcionário exemplar".
A vida se faz e se cumpre pela monotomia e vadiagem humana, cotidiano de seres urbanos e metropólicos.
domingo, 3 de agosto de 2008
Tá sendo dificil....
' não sei entender"
domingo, 27 de julho de 2008
"Judith"
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Verde-Casca de Melância
domingo, 13 de julho de 2008
Areia,...água e sal

Fiz uma mistura de todos esses elementos. E o que constatei?
Que tudo pode ser realidade, e também utopia.
Que tudo pode se transformar, e ser presente.
Que tudo pode ser ilusão, e nos afogarmos na espumas da praia.
Hoje vi o agora.
E ao ler um texto, que foi escrito para mim,
Senti uns tapas fortes na cara. E não exitei.
Terminei de ler até o final, e senti uns beliscões d’baixo da língua, e me calei. Por algum momento vi seu rosto na minha frente. Rosto que não tenho certeza das linhas de expressão. Hoje sei que amo o agora, e entendi que o agora é a hora.
Pensei nas barrigas esfomeadas de crianças que vivem nas ruas, e pensei: - não devemos esperar. Corra, foge, grita, limpa e viva.
O tempo é muito para esperar.
Faça uma mistura de elementos naturais e ame estar próximo ao colo da mãe. Eu já esperei. E me afoguei em poças de águas rasas, por não saber onde estava pisando.
O engano, é um punhal que corta fraco, mas é muito profundo nas marcas. É uma corda ao pescoço, um peso aos pés, e as palavras enrolam-me á língua, e ilude meu frágil coração.
Quero á certeza na pisada certa. E se não tiver certeza, creio que um pouco de astúcia terei para percorrer essa estrada sinuosa, que está difícil de ver o que está atrás das curvas da montanha.
Viverei o perigo de viver, e me envolverei nas fumaças dos canos dos escapes dos carros,e comerei o bolo que você ainda não fez para mim, mas que já comi o bolo do enrolo, do tolo que você é que reflete em mim, que sou o enrosco na confusão do tempo e da duvida dessa existência de carne que perambula por caminhos tortuosos.
Farei a poção da mistura, e serei a conclusão do desespero da insanidade humana de viver.
domingo, 6 de julho de 2008
sábado, 5 de julho de 2008
Rede-moínho

domingo, 29 de junho de 2008
O que seria perfeito...
Aborto, 50X 70 cm, acrilica sobre telasábado, 28 de junho de 2008
Geléia

Doces sabores da vida, nas pequenitudes minimas de viver;
Tô fazendo uma geléia, uma compota, um doce, uma xímia,
Encontro as melhores fruta, ingredientes, e o jeitinho certo de fazer lá na quitanda;
E a receita???...:
frutas, qualquer... que você queira, ao seu gosto, paladar,desejo;
açucar, cristal ou mascavo;
cravo,canela, nós-moscada;
água;
fogo, fogão;
panela....paciência, prepraro, palavras de gratidão;
A geléia é assim, deliciosa, simples, porém ,caro nas prateleiras de mercado, e as melhores?
Aquela feita no sitio,nas casas das vovós ,das mamães, das pessoas de boa vontade. Na quantidade certa da fruta, na quantidade certa da fome,cheiro e aroma, na maravilha da natureza e da vida após á queda da flor na árvore- fruta.
Tô fazendo uma geléia. Tô pegando fruta no pomar. Tô distribuindo frutas na quitanda.
quem quer???...
quinta-feira, 26 de junho de 2008
Bom dia, todas as cores!

Mudança, metamorfose, feiúra e beleza.
O galhinho de hortelã; água na panela.
Miau.
Dá o rabo na cara dela.
Lati o cão no pátio. coisas bobas de cão safado chamando á atenção.
Brincadeira de criança.
Brincadeira choradeira, pra quem vive uma vida inteira,
mentirinha falsidade pra quem vive só pela metade.
O monstro tinha medo da princesa.
Ele era verde,peludo, com manchas estranhas,
Mas adorava histórias infantis, devorava livros.
Ai que medo da princesa, só adorava histórias
de monstrinhos.
- Ai mamãe que medo tira essa princesa, ela deve ter um dente mamãe!!!
Tira.
O meu amigo camaleao, acordou cedo, lavou seu rosto numa folha com orvalho
e saiu desfilar com a cor que ele achava mais linda.
Cor-de-rosa.
Adoro cores com nomes de frutas, legumes, flores e outros.
Laranja, verde-limão, cor-de-rosa, abóbora, tem mais?
Digam-me.
Gafanhoto gosta de verde.
Sabiá laranjeira gosta de laranja.
Pernilongo gosta de azul.
Sapo-cururu gosta de cores jovens e vivas, nada de cor desbotada e antiga.
O camaleão ama o rosa, que acha a cor mais bonita de todas.
Eu gosto de amarelo,martelo,marcelo,marmelo.
Coisa da escola. Livro do aluno.
quarta-feira, 25 de junho de 2008
É assim...

terça-feira, 24 de junho de 2008
Cultura Mexicana
Temos exemplos bem claros de alguns artistas que estão, de vez em quando, sendo mostrado por ai.
É no âmbito artistico, cultural e econômico que vejo essa cultura.
Em fotografias, pinturas, esculturas e filmes.
Parece em alguns momentos uma cultura arcaica e de tempos remotos...
Quando penso, me lembro: em pimenta, tecidos coloridos, músicas chorosas e melancólicas, comidas quentes e picantes, tequila, pinturas fortes e muito expressivas, dores e pirâmides.
cultura mexicana. oque mais tem?
...
domingo, 22 de junho de 2008
Quitanda

Tô montando uma quitanda
Com muitas frutas e sabores
Tô montando uma quintanda
Com muitas promoçoes e cores
Tô montando uma quitanda
Com muitos cheiros e licores
Tô montando um quitanda
Em minha vida
No meu quarto,nas minhas palavras
No meu sonho, no meu desejo
O pomar que abastecerá minha quitanda
Fica dentro de mim
A terra é produtiva, é rica
Tô montando uma quitanda em cada
Esquina dessa cidade
E os preços?...Esses nao nao existirá
Quero matar á fome daqueles que padecem
E sentem o desejo da cor-do cheiro-do sabor
De uma deliciosa fruta
Tô montando uma quintanda no mundo
Para alimentar os sonhos
Tô montando uma quitanda
Aonde voce quiser que eu monte.
Tô montando uma quitanda...
terça-feira, 17 de junho de 2008
" Cachos-Cintilantes-Ondulantes"
Lembro-me da sua presença muito proxima de mim, e ás vezes caio nas gargalhadas deliciosas, das lembranças das corridas, dos momentos dificeis de nossas vidas, água-poieira-terra- calor-chuva-frio. E o buraco no estômago na bebidas amargas de cafés com cremes na superfícies, e também dos lábios queimados pela ventania do cotidiano cascavelense.
A vida trouxe-nos um para o outro, na corrida de viver e sobreviver o sonho tão desejado e sonhado, das locuções e das falas, dos palcos e das entrevistas, dos comerciais televisivos e do aperto do bolso nas vitrinas. Mas tudo na história das relações, nao se resume á aventuras, e das risadas de hoje nas lembranças do passado...
Mas é disso que quero falar:
Insconstãcia é uma palavra boa pra você, pois vive á cada dia a novidade e a loucura efêmera, como uma escultura de papel na chuva, ela molha, e logo vira papel novamente, é como o restauro e o novo... A utopia e a fruta no pé, ela deseja cair ou ser apanhada, e ser devora por uma boca sedenta.
Você vive na cabeça e sonha com o coraçao, brilha como á agua jorradas do âmago da terra, e tem uma intensidade puramente viva e lilás de viver. Você é o feminino,vivendo o feminino, sendo feminina. Amo-te na loucura de viver e quero-te na loucura de amar uma amizade pura e doce de sermos amigos.
"minha amada modi"
quinta-feira, 12 de junho de 2008
'"Avênturas da Busca"
domingo, 8 de junho de 2008
"O Menino e o Balão-Pirulito"
sábado, 7 de junho de 2008
" Confusão de Bolsos"
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Minga- zóio de prata

Eram elas as senhoras-donas, ali no beco do Calabrote.Quem transitasse pelo beco, tivesse cuidado... Passasse quieto e bonzinho. Não se engraçasse nem fizesse cara de pouco. E quem fosse de entrar, empurrasse a porta de dentro, com fala curta e dinheiro pronto. Escândalo de mulher-dama não dava; nunca deu; também, nunca foram levadas, como tantas, para capinar na frente da cadeia. Família de respeito podia passar toda hora, não via nada. Macho, porém, que não se fizesse de besta... Eram donas e autoridade no beco. O beco era delas. E tinham prestígio.Duas irmãs, morando juntas na mesma casa, de porta e janela aberta aos homens que quisessem entrar; isso a Zóio de Prata. Já a Dondoca, tinha seu homem e era pontual a ele só.Também eram conhecidas por As Cômodas, na roda da macheza. Minga era durona. Não tretasse com ela, saindo sem deixar a taxa... Um que tentou a rasteira, ela alcançou já fora do beco e deixou sem as calças no meio da rua.Tinha mesmo um bugalho branco, saltado, e era vesga do outro. Espinhenta, de cabelo sarará, mulatona encorpada, de bacia estreita, peito masculino, de mamilos duros, musculosa; servindo bem no ofício, de fala curta, braço forte, mãos grandes.Um dia, voltava ela do mercado com um frango na mão, deu de cara com a irmã chorando, de cara amassada e beiço partido. Tinha entrado na peia do amigo — o Izé da Bina — à-toa, ruindade de pingado ordinário. Dei'stá — disse ela — sai fora e deixa por minha conta. Óia, vai depená esse frango pra nóis na casa da vizinha e só entra quando eu chamá...Dondoca foi fazer o mandado. Estava ela na casa da vizinha depenando o frango, quando chegou o Izé da Bina, todo mandante, de paletó preto, gravata borboleta, calça engomada.Entrou no quarto e gritou autoritário pela Dondoca. Quem apareceu foi a Zóio de Prata, de manga arregaçada e porrete na mão. Atirou-se no mulato com vontade e foi porretada de direita e canhota. Bateu com sustância, sovou com fôlego, quebrou as carnes, moeu bem moído. No fim, jogou fora o cacete e entrou de corpo. Numa boa sobarbada deu com o crioulo no chão. Sentou em cima e esmurrou à vontade. Quebrou as ventas, partiu dois dentes, entrou no olho... xingou nomes... desses de ouvindo dizer o Antônio Meiaquarta, tipo de rua, rei dos bocas-sujas da cidade: eu sei dois contos e quinhentos de nomes indecentes... Zóio de Prata sabe cinco contos... apanhei dela, bateu em mim... tou descarado, apanhei dela... muié praceada... êta muié sagais.Depois de ver o cabra mole, estirado, fungando, Zóio de Prata assungou a saia, abriu as pernas e mijou na cara de Izé da Bina.Estava vingada a Dondoca e consolidada a fama das Cômodas.
quarta-feira, 21 de maio de 2008
Campo florido em flores roxas
É um campo. No sentido correto e incorreto da palavra. Objetivamente um campo, de futebol, com tamanho padronizado e com regras geométricas/ métricas estabelecidas. Um típico campo de futebol profissional, com gramas verdes, telas ao redor, altas e protetoras (tal qual: não possibilitam á fuga da bola), pois, são muito altos os alambrados .
O mais curioso é que é um campo bem tratado, cuidado e zelado, por alguém, ou alguns que não sei quem. Essa localização é o confronto que causa no pensamento, ao se tratar da localidade de onde está situado esse campo de futebol. É na verdade no meio do nada, longe e distante de casas, e provavelmente de pessoas, no entanto ele é muito bem cuidado. É agradável aos olhos.
Mas há uma peculiaridade intima e singela, e a beleza é um tanto onírica e surreal. Está abandonado, porem está belo.
É de um tamanho respeitável.
Há muitos matos ao redor, o matagal olha e se joga para dentro, tentando corromper á tela que o cerca. A grama está sempre bem aparada e a trave do gol são duas astes presas á uma terceira transversa que dá a sustentação para permanecerem
Dentro desse contexto verde-grama-matagal e ferrugem-tela, há uma cor brilhante, porem mórbida ( cultura de cores), com uma certa luminosidade interessante. É uma espécie de planta parasita que se alastra há uma das extremidades dividindo bem ao meio como uma linha colorida, pintada, traçada, ou que sabe uma lata de tinta que fora jorrada e espalhada como que com um rodo, numa intensa vibração vista como em um quadro de “ Van Gogh”.
É o trabalho da natureza. É a força orgânica terrestre desempenhando o seu papel e construindo uma beleza impar diante dos olhos, como uma poesia colorida e altamente presencial.
O campo de gramas verdes é envolvido, não sei, mas creio que numa certa época do ano, ou uma determinada estação, por uma planta parasita com flores intensamente roxas, colorindo o opaco campo verde e alegrando sua inútil presença.
Sei que alguns pés e uma bola, um dia, acabarão com essa beleza, não perceberão e se quer um dia se culparão de estragar aquilo que um dia me fez parar e pensar na cor roxa.
Elas ainda estão lá. Esses dias passei por perto e ás vi. Tenho pena em pensar que um dia serão pisoteadas, por algum evento local ou mesmo por alguma atitude humana. Mas ali é um campo de futebol, e é obvio a sua função. Não é um campo apenas verde com flores roxas, e ninguém entenderá isso.
Dá vontade de perguntar ao eucalipto, ao abacateiro, ao matagal, ao gramado, e saber o que eles pensam disso, mas ai serei eu que não entenderei o que eles dirão. Esse é ciclo da ignorância e da incompreensão daquilo que morre sem sabermos por que nasceu.
sábado, 17 de maio de 2008
domingo, 20 de abril de 2008
!ensaios!
Paul Klee: Rua principal e ruas laterais (1929): tela, 0,83 X 0,67m.Tentativas ,pensamentos , momentos, e tentativas!!!!
De criar e sutentar um pensamento lógico ou ilógico de algo que tenha realmente significado e importancia.
Passeio por letras-livros- literatura, escrevo algo, descrevo outros, desenho, pinto, sujo, borro, esboço-os, rasgo, e a lixeira tem papel importante nesse processo....limpo!
Ando mesmo pensando num campo de futebol em flores roxas!
segunda-feira, 17 de março de 2008
" Entra"
A vida, o quotidiano, o ônibus coletivo, o cobrador, que cobra, e nao nos deixa passar a roleta antes de fazer-mos a nossa contribuiçao. O livro exigido, a leitura instantãnea, a vida metropolitana.
hoje sonhei com uma vida bucólica, de fazer e produzir aquilo que sonho e desejo,mas o que me resta do tempo e do cansaço do trabalho é uma cama pequena, num quarto apertado e com um barulho estrodoso da merda do ar-condicionado, do shopping vizinho. Quero e desejo o barulho apenas da água, o cantos dos pássaros, o sopro do vento, e o balançar das árvores.
Pensando bem sonho uma pele morena, natural,e uma boca rosada.
A presença das palavras certas e companheiras, o filme dos finais de expedientes e semanas, a musica escolhida, o sunday morning, edith piaf,e as fumaças da cabeças entorpecida e alúcinada, o quadro, a pintura, o desenho de klee, a tua presença, que rompe o silencio, e me silencia por dentro. O sonho. O acordar!
quarta-feira, 5 de março de 2008
" Abelha Gordinha"
Essa era a mais raivosa e severa da colméia, cuidava das outras e do seu alimento-favo, se alimentava das flores; e sua vida era bela, até vir a fumaça e acabar com seu trabalho e toda a sua labuta,rompendo seus cazulo,matando suas larvas e comendo do seu açucarado mel-de-abelha.
Esse menino era curioso, um tanto pegajoso, mas pensador, pensava na abelha gordinha.A pergunta veio na hora certa quando um narrador dizia histórias sobre marimbondos, veio meio como luz e jato, enchurrada, torrente, pesado e muito bizarro: - A ferroada da abelha gordinha dói muito né?.
A risada e a estupefaçao foram instantãnea e espontãnea, com uma força surreal e deliciosa, essa abelha gordinha era a rainha da colmeia, dita e expressada por esse menino, de cabelos escorridos e risada marota.
















