segunda-feira, 17 de março de 2008

" Entra"

Ando catango migalhas e tropeçando em sujeiras, arrumo meu quarto e penso na vida que levo, instalo uma prateleira em penso no guarda-roupa, quero entrar dentro dele...como um típico almoço de domingo que não me faz bem, e penso no arroz com feijão.
A vida, o quotidiano, o ônibus coletivo, o cobrador, que cobra, e nao nos deixa passar a roleta antes de fazer-mos a nossa contribuiçao. O livro exigido, a leitura instantãnea, a vida metropolitana.
hoje sonhei com uma vida bucólica, de fazer e produzir aquilo que sonho e desejo,mas o que me resta do tempo e do cansaço do trabalho é uma cama pequena, num quarto apertado e com um barulho estrodoso da merda do ar-condicionado, do shopping vizinho. Quero e desejo o barulho apenas da água, o cantos dos pássaros, o sopro do vento, e o balançar das árvores.
Pensando bem sonho uma pele morena, natural,e uma boca rosada.
A presença das palavras certas e companheiras, o filme dos finais de expedientes e semanas, a musica escolhida, o sunday morning, edith piaf,e as fumaças da cabeças entorpecida e alúcinada, o quadro, a pintura, o desenho de klee, a tua presença, que rompe o silencio, e me silencia por dentro. O sonho. O acordar!

quarta-feira, 5 de março de 2008

" Abelha Gordinha"

A pergunta veio de um menino, pequeno,baixo e louro, com olhos puxados, meio oriental, polaco, europeu-tupiniquim, de terras poeirentas e das periferias das cidades metropólicas, dizia e se questionava sobre a ferroada de uma abelha gordinha.
Essa era a mais raivosa e severa da colméia, cuidava das outras e do seu alimento-favo, se alimentava das flores; e sua vida era bela, até vir a fumaça e acabar com seu trabalho e toda a sua labuta,rompendo seus cazulo,matando suas larvas e comendo do seu açucarado mel-de-abelha.
Esse menino era curioso, um tanto pegajoso, mas pensador, pensava na abelha gordinha.A pergunta veio na hora certa quando um narrador dizia histórias sobre marimbondos, veio meio como luz e jato, enchurrada, torrente, pesado e muito bizarro: - A ferroada da abelha gordinha dói muito né?.
A risada e a estupefaçao foram instantãnea e espontãnea, com uma força surreal e deliciosa, essa abelha gordinha era a rainha da colmeia, dita e expressada por esse menino, de cabelos escorridos e risada marota.