A resposta foi um " não". E do lado de cá tudo parou.
Um silêncio mortal e imóvel,
Houve um sopro, que me fez pensar. Voz de um morto que se foi.
Respondi o "não" também, dei-me conforto e corri sem olhar para trás;
Ouvi novamente a voz e do outro lado, estava uma pedra...
Eu pulei e cai com a minha face que se dilacerou na rocha dura, áspera e acinzentada.
curei as cicatrizes, curarei os ferimentos com unguento e chá bento,
lavarei as doloridas feridas nas folhas das ervas umedecidas pelo orvalho que caiu da noite, que era breu;
Morreu dentro de mim, como se fechou o corte sangrento da carne, o desejo da pele que cheira
baunilha, e guardei com muito cuidado e carinho todos os curativos numa caixinha debaixo da minha cama, hoje pela manhâ á enterrei.
Vou pintar á parede do meu quarto, jogarei algumas palavras , termos que aprendi á usar;
farei uma limpeza em meu guarda-roupa, estou pensando em jogar uns desenhos fora; algumas letras em papel, presentes empoeirados, e um sonho encaixotar, esse é grande.
pensei num rio caudaloso, com flores ás margens, arvores frutiferas e peixes coloridos, e um canto de um pássaro qualquer.
Ouvi uma voz, era mulher, me chamando e me alertando: Banha-se nessa água!. Era uma voz materna. Janaína.
Voltei a dormir, e me ocorreu um cabelo louro, despigmentado, e hoje avermelhado.
Barulhos de carros na rua, uma pessoa chama no msn.