quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Ainda

Mesmo sabendo eu teimo em acreditar que tudo é lindo e maravilhoso,
Que tudo é certo e perfeito.
Minha cabeça inocente de menino sonhador divaga na esperança de estar vivendo sonhos encontrados em contos de fada e nas músicas ditas " românticas" de nossos dias. Sofro ainda com o ponteiro do relógio, e com as circunstância do tempo, na leveza da fumaça e na divagação após alguns copos de cerveja.
Ainda como nunca esperei, espero a concretização do desejo, enquanto vivo a nostalgia melancólica que me alimenta nos dias e cotidianos dessa minha vida, como uma doçura de beijar os lábios sonhados e tocar as costas, sempre viradas á mim. Espero apanhar o vento e beber a chuva que cai de muito longe direto, dentro da minha boca, num momento de tempestade, numa estrada ensolarada e com vento fresco de final de tarde.
Ainda estou aqui e nada.
Ainda percebo suas palavras e me decepciono com a falta de compromisso que tenho comigo.
Eu corro e ainda você está parado.
Corre dentro de mim o amargo desejo de viver só e a ilusão do esperado.
Estou só, apenas com minhas linhas, que não me levam á nada, apenas linhas que formam, desenho na minha frente e criam movimentos belos que me levam ao sorriso.
Vou entrar num desenho e me alimentar com os restos do grafite que ficam sobre o papel.
Ao menos terei o alimento para viver, e estarei na beleza de viver á magia.

Nenhum comentário: