domingo, 8 de junho de 2008

"O Menino e o Balão-Pirulito"


Gosta das doçuras da vida, e dos ares esféricos do balão-borracha-barbante.
Corre nas ruas poierentas, e grita com os colegas á fugir dos cães das casas vizinhas, quando á bola da brincadeira escolhida; na tarde daquela dia cai no patio do quintal.
A louca delicia de viver, é como a doçura crocante das cores do pirulito comprado com os centavos encontrados nos potinhos que ficam em cima da geladeira da cozinha, quando sobra o trocado na aquisiçao do leite para o café da manhã.
Uma vez esse menino, que tem uma barriguinha saliente e sardas no seu rosto redondo-rechonchudo, falou para mim abrindo sua boca-morango-rosada, com hálito de doces comprados em 'banquinhas de madeiras" que ficam á frente da escola do bairro onde vive, uma frase muito interessante:
- Cantam os pintainhos no galinheiro.
Parei,... Pensei... O que deveria ser aquilo?. Por que essa frase?
Resolvi investigar...
O que descobri?...
Ah!sim, descobri.
Tinha medo dos galos mais velhos do galinheiro e das galinhas cacarejantes empuleiradas sobre á vara no fundo do recinto. Essas, sempre eram gordas, penosas e muito futricantes, sua penas eram brilhosas e vigorosos eram os seus ovos. Já o galo, o rei da parada, era esguio e galanteoso, tinha o poder do sono e a dominância do pedaço, acordava antes de todos"as" e empunha seu peito para frente saltando do seu pulmão ( devo admitir: nao sei como se constitui o organismo dos galináceos, mas acredito que tenha pulmão) um canto como nenhum outro, o canto do bom-dia do campo,ou das cidades do interior, e dos orvalhos da neblina noturna.
Esse menino coitado: Tinha vontade de ver os pintainhos, mas o medo era tanto que temia ser devorado por um bico voraz desses seres de penas sobre duas pernas.
Ele tambem me contou que quando criança, para dormir, sua mâe o amedrontava dizendo:
- ó, ô galo!!!...
Isso se repetia por várias vezes até pegar no sono. Aquele sono gostoso e levemente pesado que só as crianças acredito que devem ter. Gostaria de dormir assim agora, como uma criança na doçura do chupar de um gostoso pirulito.
Todo o desejo de ver esses bichinhos, eram impedidos do medo da frase da querida mãe, que jamais temeria o que poderia acontecer á esse menino no futuro.
Enquanto isso, ao ouvir os pios do lindos penujinhos, ele empinava o seu balão colorido e se deliciava nas gostosuras dulcíssimas de ser criança.

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