terça-feira, 8 de dezembro de 2009

EU, VOCÊ, NUM POR DO SOL

PRISCILA DIAS DOS REIS

EU, diz:
Diga algo bonito sobre as suas lembranças da infância, algo como fosse uma fixação, um carimbo, memória...
VOCÊ, diz:
Mas por quê?
EU,diz:
Diga...
VOCÊ, diz:
Tem vários...quer só um?...uma?
EU, diz:
É para um trabalho...
VOCÊ, diz:
Só uma? Como quer que eu escolha?...Rs...
Bem a lembrança mais forte que tenho, uma das...
É de uma vez que viajei pro sitio da minha tia, tinha uns 6 anos saí ver os bichos com meus primos, brincar pelo sitio.
Eles foram embora e eu não percebi, e continuei e continuei a andar sem notar que eles não estavam mais juntos,
Quando me dei conta estava totalmente perdida...perdida!
Fiquei umas 06 ou 07 horas perdida no meio do mato,minha mãe já tinha achado que não me encontraria mais, que eu tinha morrido, tudo de trágico.
Daí consegui achar uma casa, falei que tava perdida, descrevi minha tia, como sendo japonesa grávida, sendo que só meu tio é japonês.
Eles me levaram de caminhonete de volta pra casa, lá estavam todos desesperados.
Eu não falei com ninguém quando cheguei, ignorei todos, sentei na mesa e comecei a desenhar.

domingo, 20 de setembro de 2009

Cabeça Esquecida

O mundo é mais bonito com Sol.
O PRIMEIRO PASSO:
Entrou pela porta e falou logo que queria me namorar, assim, sem pedir licença, de forma sistemática, propagandista e polemista. O cuidado veio depois, quando perguntou a essência do incenso e pediu cores, todas elas.A combinação era Amélie Poulain, verde e vermelho, dei o que pude.Por ter convívio livre com os fenómenos ópticos provocados pela ação dos feixes de luz (as Artes Visuais), começou lentamente a pintar-me. Escolhi branco. Branco de fita de amarrar em pulsos.
Reformista, queria mudar-me mas não queria mudar-se e eu pedia consolo e dizia não suportar por muito tempo números, ou bites. Do outro segmento poligonal, imensos significados comuns surgiam e já era sentido ciúmes de vento, de passeios, de farmácias e do cotidiano assíduo que eu não tinha.
Comecei a ser fixo no século em que a liberdade foi proclamada e a ilustrar com profundidade espacial os primeiros planos que tinha visto na vida, fiz gotas de uma cor que ainda não tinha existência, uma pérola imperfeita. Estava nas paletas de aquarelas barrocas e nas casas de tinta, mas ali, ainda mal se sabia que amarelo eram os submarinos.Quando teve mesmo de conjugar o tempo do verbo de permanência… eu fiquei, e fico, e volto de novo, e viro o avesso, e tiro o pó, e pulo de ponta, e sacudo o farelo, e acumulo mais poeira.
A alegria que vira abóbora à meia-noite – quando o monitor da sala onde o mundo e a mãe brotam em estruturas de vidro e caixas pretas com ratos – se disfarça de pessimismo otimista por falta de razões e crenças, e antes de dormir até pensa em se chamar Voltaire, tocar violino em sacadas e colocar a cabeça entre ombro e o pescoço querendo achar um lugar confortável.
( ARTUR CAMPOS JR.)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Debate sobre Arte Educação




Maca diz:
é uma ótimo saida
Clarice diz:
tem uma sexta série de um lugar bem pobre
Clarice diz:
daí fiz uma brincadeira com uma gravura do rubem grilo
Clarice diz:
q um aluno ia lá na frente
Clarice diz:
descrevia para os outros a obra e eles tinham q adivinhar como era
Clarice diz:
na verdade imaginar
Clarice diz:
saiu um desenho mais engraçado q o outro

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Impressões á cerca de ti


Foi no pigmento vermelho, verde e roxo que á vi pela primeira vez, movimentando-se pelas texturas das celuloses em canetas hidrocores, na extensão do braço ao pincel, nas tintas coloridas e acrílicas das superfícies tramadas do algodão. Pintou uma vida, uma história, um fato.
E nas letras e poesias, e musicas e cabelos vermelhos, um sapatinho vermelho também, com bolinhas pretas e materiais de desenho sobre os braços, e sonho incansável de ser, viver, ver, criar e experimentar. Como uma explicação filmíca e simplória “Cor do Paraíso”.
Perdeu-se nas ruas das cidades, nos carreiros do campo, mas se achou nas linhas dos desenhos e nas inimagináveis possibilidades de existir. Agora. Uma flor de margarida-simplíssima, em branco-amarelo-verde, nas purezas essenciais e naturais dos pigmentos, de se fazer presente e ser presente, na vida e nas histórias. Felicidade presente. Viver presente. Existir presente.
Ofereço-lhe o abraço e recebo um abraço,amplexo, fico nas palavras e você voa nas planícies dos gramados com as flores secas do inverno que caem das árvores.felicidades!.
Um beijinho no rosto. E um dia, como aqueles dias inesquecíveis só para você. Rolar, pular e sorrir.

domingo, 21 de junho de 2009

Yolanda

Esto no puede ser no mas que una cancion
Quisiera fuera una declaracion de amor
Romantica sin reparar en formas tales
Que ponga freno a lo que siento ahora a raudales
Te amo
Te amo
Eternamente te amo
Si me faltaras no voy a morirme
Si he de morir quiero que sea contigo
Mi soledad se siente acompañada
Por eso a veces se que necesito
Tu mano
Tu mano
Eternamente tu mano
Cuando te vi sabia que era cierto
Este temor de hallarme descubierto
Tu me desnudas con siete razones
Me abres el pecho siempre que me colmas
De amores
De amores
Eternamente de amores
Si alguna vez me siento derrotado
Renuncio a ver el sol cada mañana
Rezando el credo que me has enseñado
Miro tu cara y digo en la ventana
Yolanda
Yolanda
Eternamente
Yolanda
Yolanda
Eternamente Yolanda
Eternamente Yolanda
(Pablo Millânes)

Sobre mim - Nas tentativas do trem das cores



Procura na lua, no sol, no mar, na imensidão azul celeste celestial, no azul turquesa do anel. No céu um pássaro rasga o silencio na tentativa de ser percebido, e enquanto isso na terra sobre planícies de concretos, crianças cor de romã comem maçãs que eram envolvidas por papel-seda azul.
No final da tarde uma textura cor de laranja e aroma de capim-limão, verbena, cidreira, verde-chá. Em outras palavras, nos trilhos urbanos um imperador que faz xixi, chupa cana-doce de canaviais, enquanto vejo casas coloridas em cores velhas e do passado, nos recôncavos pedaços de terra, água, dança de maculelê.
Vejo um cabelo preto e liso, olhos castanhos cor de mel, e boca cor de açaí. O melhor do tempo é que esconde longe, muito longe o que está bem perto e aqui, como uma estrela sempre á luzir, aonde vão passando os anos e eu não te perdi, pois o meu trabalho é te traduzir.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Taxonomia de Lilian Romão

- Lilian Romão é jornalista formada pela PUC-PR. Ex-Diretora da Ciranda - Central de Notícias dos Direitos da Infância e Adolescência-Curitiba-Paraná.
Minha amiga, linda, Rouca e quase louca.
Taxonomia (do grego "classificar") é a ciência que classifica organismos vivos. Quase tudo - objetos animados, inanimados, lugares e eventos - pode ser classificado de acordo com algum esquema taxonômico.

Classificação de Edson Macalini
EDSON
ED - SOM
ED - QUÊ?
ED - IMAGEM
ED - MAIS
ED - MÁ
ED - MARAVILHA
ED - MARAVILHOSO
ED - MAR
ED - MARTE
ED - ONDE?
ED - SANTO ANTÔNIO
ED - CASCAVEL
ED - CARNE E OSSO
ED - NADA
ED - AMOR
ED - CARINHO
ED - LEVEZA
ED - COZINHAR
ED - ESTUDAR
ED - EDUCAÇÃO
ED - DICAÇÃO
ED - LUZ
ED - COR
ED - TODOS
ED - MEU
ED - SEU
EDSON
NA LINGUA DO "ED", EU TE EDAMO, PARA EDSEMPRE.
EDCURITIBA,EDMAIO, ED2009.
Por Lilibeth Romão

domingo, 31 de maio de 2009

O que tem na barra da saia?


Dança da saia na marambaia
Baila na saia, saia e baila
Dança na raia da barra da saia;
Saia e baila, mas não caia
Caia,caia,caia,caia
Dispara sorrisos e rodeia a saia
Saia correndo, balança a saia
Saia no balanço da roda da saia.
Aganjú, alujá muito axé
Canta um povo de origem nagô.

sábado, 23 de maio de 2009

Árvore Genealógica



ONDE ESTOU?
NÃO ESTOU AQUI...
PODES VER?

Dá para se ver de longe

Leonilson - empregada de novela é mais chique que madame.

O que fazer?

As perguntas mais e mais se assombram...
Não sei o que fazer, e o que fazer, estou na espera da decisão, do encontro e da quebra da ilusão...
Se há sorte! Eu não sei, nunca ví.
Paz nos desaventos!
Eu como não sei rezar!
Só queria mostrar meu olhar.
Tô aqui. Vim aqui!

terça-feira, 21 de abril de 2009

Como fazer um caleidoscópio?



É preciso:


1 cartolina grossa
1 pedaço de plástico transparente
1 pedaço de plástico opaco
1 pedaço de papelão
3 espelhos pequeninos com 11 cm de comprimento e;

3 de largura (cuidado para não os partires)
Lantejoulas pequeninas transparentes, de várias cores
Papel colorido autocolante
1 x-acto (pede ajuda a um adulto!)
1 tesoura (usa com cuidado!)
1 compasso
Fita-cola





Como fazer:


1 - Cola os 3 espelhinhos em forma de triângulo.
2 - Corta um cilindro de cartolina com 12 cm de comprimento, enrolando-o à volta dos espelhinhos (tem que ficar bem ajustado), de modo a fazer um tubo.

3 - Coloca o triângulo de espelhos a 1 cm do fundo do cilindro (cola-o às paredes usando a fita-cola).

4 - Com o compasso, desenha um círculo no plástico transparente com a medida do diâmetro do interior do cilindro e corta-o com a tesoura.

5 - Usa a base do cilindro para fazeres mais dois círculos: um no plástico opaco e outro no transparente. Corta-os.

6 - Do lado do fundo do tubo, introduz o disco de plástico transparente mais pequeno, apoiando-o nas extremidades dos espelhos.

7 - Novamente pelo fundo, coloca as lantejoulas dentro do cilindro.

8 - Faz um anel com o papelão, do diâmetro do disco mais pequeno (deve ser um anel fininho para ser quase invisível).

9 - Coloca o anel de papelão sobre o primeiro disco (para não fugirem as lantejoulas).

10 - Sobre o anel de papelão apóia o disco de plástico opaco (usa a fita-cola).

11 - Cola um disco de papel sobre o disco de plástico que sobra, tendo o cuidado de lhe fazer, antes, um furo circular de 1 cm.

12 - Coloca este disco no topo do tubo (o que ainda não foi usado), colando-o com a fita-cola.

13 - Agora, para o teu caleidoscópio ficar bonito, podes forrá-lo com o papel autocolante colorido.
O caleidoscópio está pronto!Agora é preciso olhar sempre contra a luz para ver os efeitos que as lantejoulas fazem em cima dos espelhos!

terça-feira, 3 de março de 2009

A casa da minha infãncia

Era alta, majestosa, bela e generosa, lembrava-me muito um castelo como aqueles dos contos de fadas. Não tinha nada a se comparar aos padrões estéticos definidos pela arquitetura da época, nem ao menos grandeza física, mas a mim era a mais bela das casas... A organização era perfeita, havia cheiros e sonhos, calorosa como um abraço, uma verdadeira exaltação arquitetônica; a mais poderosa de todas: era a minha casa!

Minha vida fora sempre muito simples e humilde regada de muitas alegrias e riquezas imateriais. Ainda sinto o cheiro de pão fresquinho saindo do fogão a lenha, feito pela minha mãe. Adorava me deitar no chão da casa e passar horas olhando para o teto sem forro, onde os fios se entrelaçavam fazendo um “carnaval.” Era simplesmente lindo! Os fios formavam desenhos e coreografias no espaço e ao fundo minha mãe sempre indagando:
- Esses fios são perigosos! Um dia ainda vai dar um curto circuito!
Eu não via perigo algum, ora madeira, ora fios de luz, e a brincadeira se completava quando surgiam as teias de aranha dando um toque de magia e perfeição ao que o homem criou tão mecanicamente. Como eu lamentava quando minha mãe as tirava com a vassoura! Era preciso vivenciar para entender o quanto elas eram importantes naquela obra.

As paredes da casa eram de madeira. Eram apenas pintadas por fora, nós e veios sempre estavam em evidência e as vigas atravessavam toda a casa em busca da sustentação.
Os quartos eram os maiores que eu já havia visto, os que eram ocupados por mim e pelos meus irmãos não tinham portas e o que limitava os espaços, eram as cortinas coloridas que se transformavam em poesia quando minha mãe comentava sobre a dificuldade que as portas de madeira davam a quem sem barulho algum deveria zelar pelas crianças que dormiam na calada da noite.

Ao redor da casa havia o gramado mais verdejante de todos. As árvores compunham uma relação harmoniosa com as flores. As que mais lembranças me deixaram foram as frondosas azaléias que floresciam uma vez ao ano e davam o toque exato à composição do quintal: verde e rosa. Algumas vezes elas adentravam a casa para enfeitar e decorar os vasos que geralmente eram colocados sobre a mesa.

Essa casa, até hoje me traz as mais lindas recordações e me remete aquela infância de brincadeiras, de histórias e de tantos outros contos que as visitas traziam para a diária roda de chimarrão, as famosas prosas polêmicas desenvolvidas pelas vizinhas alcoviteiras e a vida pura que se tinha.

Ela durou o tempo da minha infância e adolescência e foi insubtituívelmente importante para a nossa família. Na sua construção, as madeiras foram colocadas muito próximas ao chão e em seguida construiu-se as calçadas ao seu redor o que prejudicou muito a passagem de ar, ocasionando umidade e os fungos que com o tempo fez adoecer toda a estrutura comprometendo assim a nossa segurança.
Aos poucos nos vimos pensando em outra casa, que tivesse mais resistência que não tivesse os mesmos erros de estrutura e que garantisse o nosso conforto. Os planos nos consumiam, era a diversão do momento, elaborar um novo recanto sem entender que para tanto haveria a demolição e assim partiriam as historias e os acontecimentos restando somente as lembranças e que hoje chamamos de passado.

Atualmente, no mesmo lugarzinho, encontra-se uma casa bem maior, bem mais pesada e frondosa e com bem menos vida para a eternidade inteira que ela vai durar.

A minha casa hoje é um lugar de relações e é de extrema importância que elas aconteçam que elas tragam proximidade e intimidade e que comigo troque energias como nos velhos tempos.
Sinto que pra mim a casa é bem menos que matéria e bem mais que sentimento. É ela que me conforta na ausência de todos; que tem me aquecido nos dias mais frios, e é ela quem recebe como ninguém as pessoas que mais amo. A casa é nossa real identidade, o que somos e como somos. Suas cores e objetos completam as nossas ações fora dela, consegue nos evidenciar como seres humanos que somos dignos de enfrentar o mundo e jamais de se esconder atrás de suas paredes.

autor: Edson Macalini
Colaboração: Gracielle Weiller

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Bola-boiante

Constante vontade de estar só.
A lua, grande, pesada, e sozinha no céu.
É obervada por todos, mas está sozinha.
Constante solidão, e existência solitária.
Bola redonda, boiante, luz clareante na noite, negra, escura.
Lua, de inumeras interpretacoes, amores, sonhos, desejos, e mistérios.
Há quem diga,.... será habitada?.
Seres desconhecidos e fantásticos.
Penso em apenas rocha.
Sozinha sem a vida do caminhar, do canto das vozes roucas.
Noite, falta lua. Dia, falta sol.
Sozinha no pensamento e distante de todos os tempos.
Bola gigante...
Que vontade de abraçar.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Acaso

O acaso tem suas mágicas, a necessidade não.
Para que um amor seja inesquecível, é preciso que os acasos se juntem desde o primeiro instante,como os passarinhos sobre os ombros de São Francisco de Assis...
As metáforas são perigosas. Não se brinca com as metáforas. O amor pode nascer de uma simples metáfora.

" A Insustentável Leveza do Ser-Milan Kundera"

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Incompatibilidade Espacial


Oi.
Quero ouvir sua voz.
Dê-me a palavra, a voz, as escritas e a literatura.
Dê-me sua boca que eu dou os ouvidos.
Dôo-me á ti.
Pega minha audição, que eu desejo é o seu som, sua boca, sua boca, sua mucosa.
Transferência telefônica, canais abissais, paisagens voláteis.
Dissolvo-me em suspiros além/do lado de cá do aparelho de telefone, e percebo cuidadosamente como suas silabas se forma com seu som interno, saindo de suas cordas vocais, passando pela língua, batendo nos dentes, nos movimentos dos lábios, dos olhos, sobrancelhas, nariz, e músculos faciais.
Oi.
E com medo eu me calo.
Um sono insuperável tomou-me, vou andar na noite quente de verão.
E deito cansado para não mais pensar,e meu corpo querer sentir-te.
Apenas voz, palavra que me alimenta, som que me destrói.
Minhas fraquezas. Minha fraqueza.
Tu.
Desligou o fio que nos uniu durante quase duas horas.
Vou dormir, vai dormir.
Conversaremos e pensaremos.
Água e superação marítima.
Continente.