quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

' sonho"

sonhei que estava tocando a cor de sua pele, o cheiro era doce- cítrico, a sua voz era leve e ensurdecedora, voltei a desejar o mesmo desejo do passado, aquela sensação de descoberta, o sonho do encontro."

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

"Bolinho de feijão"

Misture todos os seus desejos e crie um delicioso bolinho de feijão fradinho, chamado acarajé, ai você frite-os em gordura bem quente, de preferência óleo de dende....um pouco caro aqui pro sul do Brasil.
Mas se tiver vontade e não conseguir fazer, não exite e visite uma feira, dessas que geralmente tem nas grandes cidades de preferência no final do ano. Lá você encontrará outras comidas e um enfeitezinho para decorar a porta de sua casa.
Dê esse presente ao seu amor, uma guirlanda, um sino do papai noel feito em cobre ( material resistente), ou quem sabe uma caixa de bombons caseiros( trufas), e seja feliz.
Dezembro chega, as pessoas estão felizes e sempre esperam o melhor, ilusão do comércio, e algumas continuarão esperando, entre outros anos, décadas, o ano novo de cada um começa não pela data mas pela boa nova que espera, essas coisas de tempos e resistências. Vontades de gostos exóticos e de cheiros quentes. Mas volte na barraca de bolinho de feijão da negra baiana e coma dessa vez um abará.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

" Enquanto o vento uivava"

A ventania poeirenta das ruas da periferia entravam em minhas narinas deixando as mucosas ressecadas, e olhos lacrimenjantes de crianças sujas e ramelentas me deixavam comovidos com os problemas da criminosa sociedade capitalista, sentia vontade de voar em lugares montanhosos e cobertos de verde, pensava na pele morena de suas costas e nas vermelhas buchechas acanhados da vergonha.
'Corri a procura de um livro desses poetas e literários russos, que apresentam essa sociedade no momento da decadencia da aristocracia, acredito que eu seja envolvido, e me vejo comovido com essas histórias de decadências humanas e do capital, e ainda da falta de identidade financeira e do balanço que isso causa e ainda prejudica o homem. viver em sociedade é engolir seco, e sentir a dor do flagelo dos pregos fincados á garganta..., gostaria de nesse momento sentir o cheiro da lótus e de me banhar em águas cristalinas, ou quem sabe: um copo de vinho.
" a juventude acredita e alguns adultos também, que um copo de vinho ao dia, ou seja um calice?....faz bem á saúde. Mas a colega da mesa ao lado, diz que não: É O ALCOOL.
para o coração, musculo forte e resistente do nosso organismo. até vence a dor desesperadora do amor,...dor sem medição de tamanho e com estragos fora do comum.
Enquanto o vento uiva, ou uivava lá fora, nas manhãs da metrópole, o menino dorme enrolado ao papelão na surda cidade,cansado das investidas da luta pela sobrevivência...enquanto o dia esquenta, a fome rompe um gritoc dentro de sua barriga, vai tirar as remelas do rosto e algumas coisa estratejar.
Continuo vivendo, ví-vendo, vendo.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

" os pés pela manhâ"

pensava em criar linguagens subjetivas de pessoas passeando,no livre caminho,e nos portões abertos do parque quando a aurora se anunciava. Ai criou linguagens pela passagem do tempo, com a interferencia humana e a claridade do dia e as mudanças climáticas no parque ventre da cidade, esses parques que dizem ser o pulmão, mas o pulmão está muitas vezes relacionados com a fumaça e de intorpecentes e drogas dessa vida metropolitana. O jovem-velho menino pensava e repensava sobre essas coisas e ouvia musica minimalista de steev reich.
pensava na mudança dos climas em países temperados, do tempero dos corpos humanos e imagina como seria a vida no vietnã e no camboja, ao meio de guerra e do sexo das genitálias. As palavras confusas e ideias jogadas nos ventiladores das vida urbana, se relacionava com palpitações de desespero do coração quando um menino de terras catalúnias banhadas em águas salgadas do mediterrâneo escrevia palavras e jogavas ao mar como migalhas aos patos. E o pedido que se fez, esperava realizar, como aquele menino ao se perguntar o que era a lua para seu avô no dia em que foi pescar na noite em que ela boiava redonda diante das órbitas dos olhos. E esse, fez o pedido, desejava uma teta com muito leite, enrijecida e repleta de liquido,enquanto a moça do sonho dançava Edith Piaf dentro de seu trailer e dançava pro seu velho marido.
esperou tantou que quase mofou dentro de embalagens plásticas e se sufocou nas paredes rodeadas da cidade de pedras, e ao beber as águas esverdeadas pelas algas fez-se reviver a vontade de ver o seu desejo,que esperava durante muitas luas cheias tentando segurar o tesão que brotava do meio de suas pernas. esperava,ava,ava...

sábado, 17 de novembro de 2007

" eu sou pelo avesso..."

A falta de sua palavra é como o amor que não sendo derramado o sangue em cima das pétalas da rosa branca e como a distancia presencial essencial do canto dolorido,sangrento, flagelante do rouxinou ao romper a escuridão pela claridade da ofuscante aurora, não fosse a resposta e a necessidade de amar, pelo outro que ama e deseja amar. mas oque o outro procura ou deseja de fato não é a existencialista vontade de amar incondicionalmente, mesmo que as bolhas doloridas do sangue fervendo pula das visceras e das arterias do peito pulsante e flamejante.
venha amor com toda a sua poderosa presença como um deus do olimpo, vorazmente e ferozmente apagando as chamas da dolorida ferida chamada amor.
eu o desejo como a boca deseja a poesia, como o jovem delirando do amor voraz da adolescencia pela amada distante dos dotes que a sociedade impoe.
eu o clamo. como as bruxas desejando a tempestade do dia do firmamento.
quero que meu mundo acabe em voce!

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

um mar de tú

Eu quero ser possuída por você
Pelo seu corpo, pela sua proteção,
pelo seu sangue.
Me ama.
Eu quero que você me ame
E fique eternamente
me amando dentro de mim,
Com sua carne e o seu amor,
Eternamente,
infinitamente dentro de mim
Me envolvendo,
me decifrando
Me consumindo,
me revelando.
Como em uma tarde dentro do elevador,
No verão,
voltando da praia
Você me abraçou e eu te abracei
E quanto mais eu me entregava
Mais nascia o meu desejo,
Mais sobrava só o desejo.
E mais eu te queria sem palavras,
sem pensamentos.
A vida inteira resumida só no desejo
Da tua boca dizendo meu nome
Da tua mão conduzindo a minha mão
Do teu corpo revelando o meu corpo...
(Eu quero ser possuída por você - José Vicente)