quarta-feira, 25 de junho de 2008

É assim...


A escada, eu, meus pés, mãos, abraços...
Nada mais...
A subida, e nada encontrado- costas.
Apenas : costas.
É isso o que eu econtro.
Paredes de carnes, hostilidades, desprezo, solidão, ossos frágeis de meus dedos
Boca trêmula de medo - não.
É assim... passos, subidas, caminhadas, nada.
O nada é minha relação com o tempo.
Ele me promete tudo, mas nada traz.
Só leva minha vontade de ver.
Ver ainda, não sei o que é.
Diz uma certa oração ao tempo:
Tempo, tempo, tempo, tempo.
E para por ai, ele não se resume á nada.
Apenas tempo.
Êta relógio da vida.
Silencio. para olha.
Não verá nada.
Mas, olhe.
Olhe.
Escada.
Eu.
Tempo.
Tuas costas.

3 comentários:

Unknown disse...

Eu vejo que, necessariamente não é sempre assim...
É uma questão de como se olha...
Se olharmos por trás... provavelmente veremos assim, mas se olharmos de frente...
Por que não olhar nos olhos... Por que não subir a escada pelo outro ângulo...
Provavelmente os olhos se encontrariam...
As mãos poderiam se tocar...
Os corpos se abraçar...
E por um fim no NADA. Afinal Nada é apenas uma questão de tempo, momento, sentido...
É lindo, mas eu prefiro ainda que você use outra maneira de contemplar o outro e a própria vida...

Mas...
Mesmo assim gostei demais...
Embora penso que outra versão seria interessante... Por que não escreve ela...
Vista de frente.
Te admiro demais!

Jorge Fortunato disse...

É necessário quebrar os paradigmas, os conceitos e procurar outras vias, outros caminhos, novas maneiras. Estar abertoao diferente, ao inusitado. Ousar sem temer.

Jorge Fortunato disse...

Olá, obrgado pela sua visita. Eu vivo quebrado os paradigmas e muitas vezes quebro a cara junto, mas não deixa de ser uma experiência. O importante é não ter medo.
Coo cheguei até aqui? Sou eternamente curioso, e cmo existe uma ferramenta (próximo blog) para utilizar eu vou acessando e de vez em quando, quando vejo algo interessante eu entro, foi o seu caso. Vc faz um trabalho interessante com texto e artes plásticas que chama atenção.
Abraço