domingo, 27 de julho de 2008

"Judith"

" Judith-cara de madeira"
Edson Macalini

Presa á madeira de uma prateleira-guarda-roupa de meu quarto, fos-te tú companheira de algum tempo.

Hoje encontra-se em outros cômodos da casa, e faz companhia á paredes espremidas por outro móvel, que não dá a importancia de sua existência. Sua cara de madeira-pau-lâminas, era a completa junção dos riscos dos veios causados e dispostos pela natureza, quando um grafite espesso formou o seu rosto, na brilhante mistura dos elementos. A fotografia, luz, captação de luz, deu á sua parte á fazer seu retrato sendo exposto numa página da internet.

Judith, como lembro daquele momento que se formou diante dos meus olhos, como sinto saudade daquela emoção, e da sua boca grande, num corpo tão pequeno e miúdo, sendo o contraste assimétrico que faz-se tão evidente, à face e as mediçoes corretas da humanidade.

O que lembro de você?:... - momentos olhando pra tí,tempo...tempo...tempo...,esperando uma resposta certa daquilo que viria de longe e que me faria feliz. Tudo ilusão, você ainda existe, mesmo eu não vendo, mas o inexistente, também existe, perturbando o meu pensamento.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Verde-Casca de Melância

verde,verde,verde, que te quero verde
dia verde, em luz verde ao raiar o dia
louca obsessao esperançosa cor de bandeira (brasileira)
num olhar em folhas de bananeira
pouco,verde, tudo verde
repetidas vezes refletidas a cor da clorofila
em aguas puras cristalinas
em olhares doces verdes
o seu sorriso num tom verde de casca de melancia
faz nascer a esperança de cada dia.

domingo, 13 de julho de 2008

Areia,...água e sal


(Discussão com o tempo)

Fiz uma mistura de todos esses elementos. E o que constatei?
Que tudo pode ser realidade, e também utopia.
Que tudo pode se transformar, e ser presente.
Que tudo pode ser ilusão, e nos afogarmos na espumas da praia.
Hoje vi o agora.
E ao ler um texto, que foi escrito para mim,
Senti uns tapas fortes na cara. E não exitei.
Terminei de ler até o final, e senti uns beliscões d’baixo da língua, e me calei. Por algum momento vi seu rosto na minha frente. Rosto que não tenho certeza das linhas de expressão. Hoje sei que amo o agora, e entendi que o agora é a hora.
Pensei nas barrigas esfomeadas de crianças que vivem nas ruas, e pensei: - não devemos esperar. Corra, foge, grita, limpa e viva.
O tempo é muito para esperar.
Faça uma mistura de elementos naturais e ame estar próximo ao colo da mãe. Eu já esperei. E me afoguei em poças de águas rasas, por não saber onde estava pisando.
O engano, é um punhal que corta fraco, mas é muito profundo nas marcas. É uma corda ao pescoço, um peso aos pés, e as palavras enrolam-me á língua, e ilude meu frágil coração.
Quero á certeza na pisada certa. E se não tiver certeza, creio que um pouco de astúcia terei para percorrer essa estrada sinuosa, que está difícil de ver o que está atrás das curvas da montanha.
Viverei o perigo de viver, e me envolverei nas fumaças dos canos dos escapes dos carros,e comerei o bolo que você ainda não fez para mim, mas que já comi o bolo do enrolo, do tolo que você é que reflete em mim, que sou o enrosco na confusão do tempo e da duvida dessa existência de carne que perambula por caminhos tortuosos.
Farei a poção da mistura, e serei a conclusão do desespero da insanidade humana de viver.

domingo, 6 de julho de 2008

sábado, 5 de julho de 2008

Rede-moínho


É um redemoinho.
Não daqueles vistos e encontrados no tempo.
Não ocasionado pela instabilidade do tempo.
Não visto num dia ventoso e de poeira das ruas.
Não das chuvas e dos inicios das tempestades.
Não vistos na tv quando desabriga pessoas.
Não da noticia do jornal comprado na banca.
Não da moça do tempo.
Mas um redemoinho na carne.
Na pele.
No rosto.
Pêlos.
Pela barba que corre na face.
Pelos curtos movimentos dos pêlos.
Pela pele que abriga o pêlo.
Pêlo de pele peluda.
Pela barba.
Pêlo da cara barbuda.
Pelo redemoinho.
Pêlo.