Edson Macalini
Presa á madeira de uma prateleira-guarda-roupa de meu quarto, fos-te tú companheira de algum tempo.
Hoje encontra-se em outros cômodos da casa, e faz companhia á paredes espremidas por outro móvel, que não dá a importancia de sua existência. Sua cara de madeira-pau-lâminas, era a completa junção dos riscos dos veios causados e dispostos pela natureza, quando um grafite espesso formou o seu rosto, na brilhante mistura dos elementos. A fotografia, luz, captação de luz, deu á sua parte á fazer seu retrato sendo exposto numa página da internet.
Judith, como lembro daquele momento que se formou diante dos meus olhos, como sinto saudade daquela emoção, e da sua boca grande, num corpo tão pequeno e miúdo, sendo o contraste assimétrico que faz-se tão evidente, à face e as mediçoes corretas da humanidade.
O que lembro de você?:... - momentos olhando pra tí,tempo...tempo...tempo...,esperando uma resposta certa daquilo que viria de longe e que me faria feliz. Tudo ilusão, você ainda existe, mesmo eu não vendo, mas o inexistente, também existe, perturbando o meu pensamento.












