domingo, 7 de setembro de 2008

Dona do raio e do vento




O raio de Iansã sou eu,

Cegando o aço das armas de quem guerreia,

E o vento de Iansã também sou eu ,

E Santa Bárbara é santa que me clareia.

A minha voz é vento de maio,

Cruzando os mares dos ares do chão

Meu olhar tem a força do raio, que vem de dentro do meu coração

O raio de Iansã sou eu

Cegando o aço das armas de quem guerreia.

E o vento de Iansã também sou eu,

E Santa Bárbara é santa que me clareia,

Eu não conheço rajada de vento mais poderosa que a minha paixão,

Quando o amor relampeia aqui dentro,

vira um corisco esse meu coração

Eu sou a casa do raio e do vento

Por onde eu passo é zunido, é clarão

Porque Iansã desde o meu nascimento, tornou-se a dona do meu coração

O raio de Iansã sou eu...

Sem ela não se anda

Ela é a menina dos olhos de Oxum

Flecha que mira o Sol

Olhar de mim.
Paulo César Pinheiro

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