
O raio de Iansã sou eu,
Cegando o aço das armas de quem guerreia,
E o vento de Iansã também sou eu ,
E Santa Bárbara é santa que me clareia.
A minha voz é vento de maio,
Cruzando os mares dos ares do chão
Meu olhar tem a força do raio, que vem de dentro do meu coração
O raio de Iansã sou eu
Cegando o aço das armas de quem guerreia.
E o vento de Iansã também sou eu,
E Santa Bárbara é santa que me clareia,
Eu não conheço rajada de vento mais poderosa que a minha paixão,
Quando o amor relampeia aqui dentro,
vira um corisco esse meu coração
Eu sou a casa do raio e do vento
Por onde eu passo é zunido, é clarão
Porque Iansã desde o meu nascimento, tornou-se a dona do meu coração
O raio de Iansã sou eu...
Sem ela não se anda
Ela é a menina dos olhos de Oxum
Flecha que mira o Sol
Olhar de mim.
Paulo César Pinheiro
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